As palavras encarreiravam-se com a perfeição de quem escreve o próprio tempo. O Homem sorriu e dormiu em paz, sabendo que chegara onde sempre ansiou chegar: eternamente.
quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013
#6 - mostra-me esta janela que escrevi...
mostra-me esta janela que escrevi
de carências e evidências
como se eu não percebesse o que é sentir
como se atrancasse num mundo novo
onde tudo me faz lembrar a falta de ti
veste-te de ausênsia
neste canto fora do alcance do teu encanto
como se a magia já não existisse
como se de repente já tivéssemos crescido
e fossemos estranhos outra vez
porque respiro, vivo de faz de conta
luz em forma de cruz
tenho marionetas e bonecas de pano
tenho conversas e mesa para dois
um bom vinho e solidão
agora dirige-te de joelhos a mim
em oração
culpa-me pelo frio das noites de inverno
como se eu fosse o redator do destino
como se fosse eu o inventor do amor
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gostei muito.
ResponderEliminarDeixa-me só fazer duas reparações (grammar nazi!):
*percebesse
*alcance
:)